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Cada sócio faz a diligência com uma IA diferente e as notas nunca batem

O que resolve é pôr o que a diligência já apurou num lugar só, lido pela IA de qualquer sócio, em vez de em dois conjuntos de notas que só se encontram no comitê. Cada achado entra uma vez — o número de receita confirmado e o documento que confirmou, a referência de cliente que voltou fraca, a pergunta que segue aberta — e dali em diante o assistente de qualquer sócio abre o trabalho já com aquilo, seja qual for a ferramenta dele. O que isso tira não é a divergência entre sócios, que é o trabalho: tira duas IAs reportando números diferentes com a mesma confiança porque cada uma leu metade do material.

Última atualização 5 de setembro de 2026

A divergência não é discordância — ninguém errou

Num deal vivo dois ou três sócios trabalham em paralelo por duas semanas. Um passa pelos números, outro faz as ligações com clientes, um terceiro lê o time. Cada um está com um assistente, e cada assistente sabe só o que aquele sócio colou nele. Aí os memorandos divergem, e os primeiros vinte minutos da reunião vão para estabelecer qual dos dois números de receita é o confirmado e se alguém de fato falou com o cliente que cancelou. Nenhum sócio errou. O registro é que nunca foi juntado.

Um registro por deal, escrito enquanto a diligência corre

O deal ganha um projeto, e o que é apurado entra nele enquanto está sendo apurado, não na hora de escrever o memorando. Número confirmado é registrado com o documento de onde veio. Pergunta respondida é registrada como respondida, com quem respondeu. Pergunta em aberto continua visivelmente aberta. O assistente de cada sócio lê esse projeto ao começar um trabalho, então o do segundo sócio já sabe o que o primeiro fechou, e o memorando que ele ajuda a escrever parte do registro juntado em vez da metade de um sócio.

Confirmado, proposto e em aberto são três coisas diferentes

O que importa em diligência não é o que está escrito, é o que uma pessoa confirmou. Um assistente pode propor um achado depois de ler um arquivo, e essa proposta é guardada e mostrada como proposta — não é a posição do deal até um sócio aprovar. Quando um número é substituído por fonte melhor, a substituição diz qual ela substitui e a redação anterior fica no histórico em vez de sumir. É isso que permite a um sócio perguntar, na reunião, qual linha está confirmada e receber uma resposta em vez de uma afirmação.

Como isso aparece na prática

Dois sócios fazem a diligência de uma Série A. Um confirma a receita anual pelas demonstrações auditadas. O outro, trabalhando a partir do deck do fundador lido dois dias antes, carrega um número onze por cento maior. Os dois assistentes reportam o seu com a mesma confiança, e ninguém percebe até o comitê. Com um registro só para o deal, o assistente do segundo sócio abre o trabalho já com o número confirmado — datado, com a demonstração auditada como fonte, e marcado como substituindo o número do deck. O número anterior não sumiu; está no histórico, que é o que transforma a própria discrepância numa pergunta que vale fazer ao fundador. A reunião passa então a gastar o tempo em se o crescimento justifica o preço, que é a parte que precisava de dois sócios na sala.

Perguntas que as pessoas fazem sobre isso

Isso quer dizer que a IA escreve o nosso memorando de investimento?
Não. O que muda é a entrada. O assistente que ajuda com o memorando parte do que o deal de fato apurou e do que segue aberto, em vez de partir do que aquele sócio colou. Achado que um assistente propôs e nenhum sócio aprovou continua visivelmente uma proposta, e nunca chega ao próximo sócio com cara de fato confirmado. O julgamento, e o memorando, ficam exatamente onde estavam.
Material de diligência é confidencial. O que entra aqui de verdade?
Só o que você escreve. Nada é lido do seu data room, da sua caixa de entrada ou do seu CRM, e cada deal é um projeto próprio, então o que se registra num deal nunca alcança o trabalho de outro. Na prática o que merece lugar aqui são as conclusões e as fontes delas — o número confirmado e o documento de onde veio —, não os documentos confidenciais em si, que não precisam estar aqui para nada disso funcionar.
O que acontece com o registro quando o deal fecha, ou morre?
Fica com o projeto daquele deal, que é justamente o que o torna útil depois — um passe revisitado dois anos à frente, ou uma empresa do portfólio cuja diligência você quer reler. Cada entrada é guardada com a condição que a encerra, então número que só valia por um trimestre diz isso em vez de ser lido depois como atual. Nada é removido sozinho.
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Onde isto se confere

A documentação do produto neste site (Como funciona, Instalar), a spec sancionada no repositório para como aprovação, substituição e vencimento são registrados, e a Política de Privacidade para o que é guardado e quem alcança. Tudo descrito aqui é comportamento que as ferramentas aplicam hoje, não roadmap, e esta página não é recomendação de investimento.

https://www.arroway.app/pt-BR/answers/keeping-due-diligence-notes-consistent-across-partners

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